O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) está investigando o caso do médico plantonista da Policlínica, em Vinhedo, filmado se recusando a tirar uma dúvida da filha de uma paciente que havia morrido na unidade de saúde, no bairro Capela.
Segundo a nota, as apurações correm sob sigilo determinado por Lei e seguem os prazos processuais previstos no Código de Processos Ético-Profissionais (CPEP) do Conselho Federal de Medicina (CFM). E que qualquer posicionamento adicional por parte do Conselho pode resultar na nulidade do processo.
Na cidade, nesta quarta-feira (10), o assunto repercutiu. A dona de casa Eliane Lira contou que sempre passa por atendimento médico no local e que nunca teve problemas.
A doméstica Evaneide Conceição discorda da ação do médico com a filha da paciente. A também doméstica Maria Rosângela ficou sabendo do caso pelas redes sociais.
O Lucas Selingardi, que é advogado especialista em direito médico e da saúde, explica que as regras sobre o período de descanso dos profissionais durante a jornada variam de acordo com o local do plantão.
O advogado também esclarece que o médico precisa informar sobre o atendimento.
A prefeitura de Vinhedo informou que o profissional foi afastado do trabalho, inicialmente, por 60 dias, segundo a administração, necessário enquanto durar o procedimento de apuração disciplinar. A enfermeira que aparece no vídeo também vai ser alvo de apuração por levar a filha de uma paciente a uma área restrita da policlínica.