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Mulheres já sofrem com relacionamentos tóxicos antes de feminicídio 

O último fim de semana registrou os dois primeiros feminicídios do ano na região. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no primeiro semestre de 2023, foram 722 em todo

Mulheres já sofrem com relacionamentos tóxicos antes de feminicídio 
Paulo Carvalho/Agência Brasil

O último fim de semana registrou os dois primeiros feminicídios do ano na região. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no primeiro semestre de 2023, foram 722 em todo o Brasil. Em 2022, foram 1.410, o que em média representa um assassinato a cada seis horas pelo fato de serem mulheres. 

Medo de denunciar, confiança no companheiro violento, receio da impunidade…muitos fatores levam à morte de mulheres. Segundo a advogada criminalista Thais Cremasco, que integra o grupo Mulheres pela Justiça, o feminicídio não acontece de repente, e sim é resultado de uma sequência de atitudes violentas durante um relacionamento. 

O medo da impunidade não deve ser o motivo que a mulher não denuncie as agressões antes de um feminicídio. A advogada reconhece que existem falhas, mas vê a denúncia como a melhor alternativa para que ela se defenda. 

Algumas das formas de se evitar que o relacionamento tóxico se torne uma tragédia é uma denúncia por meio de código, como pintar um X na palma da mão ou fazer como uma mulher de Itatiba no fim do ano passado, quando ela ligou para a polícia simulando pedir uma pizza. Os vizinhos e amigos também devem ficar atentos aos sinais para poder denunciar o agressor. 

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