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Outros 20 bairros estão em alerta para dengue em Campinas

O número de bairros que estão em alerta com alto potencial de transmissão de dengue em Campinas subiu para 20 nesta segunda-feira, conforme levantamento feito pela prefeitura de Campinas. São

Outros 20 bairros estão em alerta para dengue em Campinas
Divulgação

O número de bairros que estão em alerta com alto potencial de transmissão de dengue em Campinas subiu para 20 nesta segunda-feira, conforme levantamento feito pela prefeitura de Campinas. São áreas em que há grande quantidade de casos confirmados ou suspeitos nos últimos sete dias.

São eles: Centro, Jardim Guanabara, Jardim Novo Flamboyant, Vila Estanislau, Conjunto Habitacional Edivaldo Antônio Orsi (CDHU Amarais), Jardim Francisca, Parque Santa Bárbara e Real Parque, Jardim do Lago, Jardim Fernanda, Jardim Irmãos Sigrist, Jardim Antônio Von Zuben, Jardim Leonor, Jardim Sorirama, Núcleo Residencial Paranapanema, Vila Santana, Cidade Satélite Íris, Eldorado dos Carajás, Jardim Adhemar de Barros e Jardim Planalto de Viracopos

Desde 1º de janeiro foram registrados 1.679 infectados e nenhuma morte. Em 2023 foram 11.422 casos e três vidas perdidas.

‌Os mutirões que estão sendo feitos para tentar combater os focos do mosquito Aedes aegpypti tem reunido centenas de funcionários públicos, mas depende também do apoio da população para que possa dar certo.

No último sábado, a CBN Campinas acompanhou o trabalho que aconteceu na região da Vila Castelo Branco. Em meio a alguns olhos ressabiados e alguns moradores “meio assim”, encontramos a dona Benedita Aparecida Camilo. Primeiro, ela pensou até que eu fosse da equipe da prefeitura.

Enquanto os agentes de saúde fiscalizavam cada ponto da casa, ela mostrava, com orgulho, que o mosquito da dengue não teria vez ali de jeito nenhum. E, com um sorriso de orelha a orelha, se sentiu agradecida por ter a casa vistoriada.

A simpatia da dona Benedita, infelizmente, é algo incomum nessa campanha de combate à dengue. Durante o mês de janeiro, um levantamento da secretaria de Saúde aponta que mais de 50% das casas deixaram de ser acessadas porque os espaços estavam fechados ou porque os moradores se recusaram a receber as equipes.

A propósito, além dos agentes de saúde, que usam algumas roupas do uniforme da prefeitura, há também funcionários da empresa terceirizada Impacto Controle de Pragas, contratada para fazer a visita casa a casa fora dos mutirões. Eles usam uma camisa branca, com crachá de identificação.

Além da visita, orientação e, eventualmente, a retirada de água de algum lugar que possa ser criadouro do mosquito, as equipes entregaram, neste fim de semana, um folheto que é como se fosse um calendário. É uma forma de lembrar que, toda semana, é necessário olhar tudo, como explica Fausto de Almeida Neto, da Vigilância Epidemiológica de Campinas.

Caso o morador tenha febre e mais dois sintomas associados (dor de cabeça, dor no corpo, náusea, vômito, manchas no corpo, dor articular, dor atrás dos olhos), deve procurar um centro de saúde para receber atendimento e orientações.

Por outro lado, se apresentar tontura, dor de barriga muito forte, vômitos repetidos, suor frio e sangramentos, a busca por auxílio deve ser feita em pronto-socorro ou na Unidade de Pronto Atendimento.

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