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Mortandade de peixes em Piracicaba é a maior dos últimos 10 anos

A quantidade de peixes mortos pelo possível despejo irregular de melaço de cana-de-açúcar no Ribeirão Tijuco Preto é a maior já registrada em 10 anos no Rio Piracicaba. Uma estimativa

Mortandade de peixes em Piracicaba é a maior dos últimos 10 anos
Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

A quantidade de peixes mortos pelo possível despejo irregular de melaço de cana-de-açúcar no Ribeirão Tijuco Preto é a maior já registrada em 10 anos no Rio Piracicaba.

Uma estimativa feita pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta que até 50 toneladas de peixes podem ter morrido por causa da contaminação.

O número foi estimado no relatório feito pela Cetesb sobre a mortandade, que a CBN Campinas teve acesso. Mais de 230 mil peixes foram recolhidos, mas a quantidade pode ser ainda maior, já que muitos acabaram indo com a corrente de água.

Segundo a Cetesb, entre atrássto de 2014 e julho de 2024, no trecho do Rio que corta Piracicaba, 17 mortandades foram registradas. A mais grave foi há dez anos.

Por causa da severa estiagem, que culminou em uma crise hídrica lembrada até hoje no Estado de São Paulo, o Rio Piracicaba quase secou por completo. A falta de água, associada à poluição e à queda no índice de oxigênio, matou ao menos 21 toneladas de peixes em três episódios quase consecutivos.

De lá para cá, os novos episódios de mortandade foram registrados por acúmulo de algas (como na virada do ano, quando duas toneladas de peixes morreram) e poluição de mananciais que deságuam no Rio Piracicaba.

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