O inquérito aberto na Polícia Civil que apura as causas da queda do avião em Vinhedo está em segredo de Justiça. A informação foi repassada à CBN Campinas pela delegada Denise Margarido, e depois confirmada com o Tribunal de Justiça de São Paulo.
O TJ explicou que, como a fase atual é de investigação e não de processo judicial, o andamento fica sob sigilo por ainda não ter “as garantias plenas do contraditório e da ampla defesa, em que se busca investigar a existência ou não de um crime, com todos os seus elementos”.
O tribunal sustenta, ainda, que não houve decisão decretando ou não o sigilo, pois isso ocorre “automaticamente”.
A possível responsabilidade criminal é também investigado pela Polícia Federal. São dois laudos considerados fundamentais na investigação. A previsão é que o primeiro, com conjunto de fotos que ajuda a compreender o contexto do acidente e como a aeronave parou no terreno, deve ficar pronto em até 90 dias. Este laudo é feito em parceria com o Cenipa.
O segundo documento deve ter todos os exames e testes realizados no Cenipa, além das análises dos destroços, motores e caixas-pretas. Este depende da análise dos dados, que ainda continua em Brasília.
A PF também deve pedir sigilo dos casos, já que é necessário um controle maior de quem tem acesso às informações, especialmente às fotos tiradas no local do acidente.
Já as causas da queda do avião da Voepass são apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e Força Aérea Brasileira (FAB).