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Diagnósticos de diabetes crescem 11% no primeiro semestre na região de Campinas

O primeiro sinal veio há 37 anos, mas foi ignorado como um problema menor do que poderia se tornar. O aposentado Edvaldo Apolinário hoje se arrepende de não ter valorizado

Diagnósticos de diabetes crescem 11% no primeiro semestre na região de Campinas
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O primeiro sinal veio há 37 anos, mas foi ignorado como um problema menor do que poderia se tornar. O aposentado Edvaldo Apolinário hoje se arrepende de não ter valorizado o sinal de diabetes detectado em um exame feito por acaso.  

Hoje, lida com os transtornos do tratamento contra uma neuropatia e uma retinopatia, que o forçam a aplicar quatro canetas de insulina diárias, fazer o controle glicêmico e manter uma alimentação e atividade física regrados. “Passei dez anos não ligando para essa situação. Para mim, diabetes era uma questão como uma coisa qualquer, e continuei fazendo tudo errado”, admite.

Já a estudante Giovanna Pereira teve o privilégio de constatá-lo mais cedo, mesmo tendo apenas 18 anos. “Eu fazia ballet, então eu praticava esporte já, só que eu comia demais e eu emagrecia ao invés de engordar. Aí eu fui fazer um exame de rotina”, conta.

Giovanna e Edvaldo fazem parte de uma estatística que tem se tornado mais comum no Departamento Regional de Saúde de Campinas. De janeiro a atrássto deste ano, foram 5153 atendimentos com diagnóstico de diabetes, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 4640 diagnósticos. 

A diabetes se caracteriza por um aumento no nível de açúcar no sangue, com dois tipos mais conhecidos: a “mellitus 1” e a “mellitus 2”. Esta última, considerada mais grave, como explica o endocrinologista Danilo Villagelin. “A mellitus tipo 2, que é mais prevalente, cerca de 90%, está relacionado à idade mas, o principal fator é a obesidade, essa gordura visceral ou abdominal. Quanto mais o paciente estiver acima do peso, maior é o risco de desenvolver a diabetes. É claro que o antecedente familiar e hábitos não saudáveis, além da idade, contribuem para isso”, explica.

O especialista destaca que o bom controle da doença depende de uma conjunção de fatores que incluem a adaptação a um novo estilo de vida e o controle do estresse. “A gente poderia dividir os efeitos em curto e longo prazo. Se a gente imaginar uma glicemia de 200, 300, vai causar muitos poucos sintomas agudamente. Mas isso cronicamente, no passar de anos, vai trazer complicações. A principal do paciente diabético é a doença cardiovascular: o infarto, a angina, o AVC (acidente vascular cerebral) ou derrame e a morte súbita”, detalha.

A endocrinologia e a cardiologia são os serviços mais recomendado para a investigação de casos suspeitos de diabetes, mas profissionais de qualquer área da Saúde podem abrir um acompanhamento para saber se a sua saúde sanguínea vai bem. Os serviços estão disponíveis em todo o Sistema Único de Saúde. 

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