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Cesta básica termina 2025 mais cara em Campinas

A comida pesou mais no bolso do campineiro em 2025. O custo da cesta básica em Campinas fechou o ano com alta de 5,27%, chegando a R$ 782,81, segundo levantamento

Cesta básica termina 2025 mais cara em Campinas
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

A comida pesou mais no bolso do campineiro em 2025. O custo da cesta básica em Campinas fechou o ano com alta de 5,27%, chegando a R$ 782,81, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas.

Apesar de quedas pontuais em alguns produtos, o avanço nos preços de itens essenciais acabou pressionando o orçamento das famílias ao longo do ano. O aumento não foi homogêneo. O principal vilão foi o café, que acumulou alta de quase 35% em 2025, influenciado principalmente por fatores do mercado internacional. Na sequência aparecem o tomate e a carne, produtos com peso significativo no consumo diário da população.

No cenário nacional, Campinas chamou atenção por registrar a maior alta da cesta básica entre todas as localidades analisadas, superando capitais como Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. No sentido oposto, Brasília foi a única cidade a encerrar o ano com queda no custo da cesta.

De acordo com o economista Pedro Costa, Campinas acompanha os mesmos movimentos de preços observados no restante do país, mas reage de forma mais intensa. Segundo ele, nos períodos de alta, os preços na cidade sobem mais rapidamente e, nos momentos de desaceleração, demoram mais a cair, o que ajuda a explicar o resultado acima da média nacional.

Essa dinâmica afeta de maneira diferente as classes sociais. Enquanto parte da população consegue absorver melhor os reajustes, as famílias de renda mais baixa sentem o impacto direto nos produtos básicos, que representam a maior fatia do orçamento doméstico.

Apesar de encerrar o ano em alta, dezembro não foi o mês mais caro de 2025. O pico ocorreu em abril, quando a cesta básica chegou a R$ 834, pressionando ainda mais as contas das famílias. Segundo o economista, no caso dos alimentos, os preços são fortemente influenciados por questões de oferta, como custos de insumos e problemas em safras, fatores que tiveram maior peso nos primeiros meses do ano.

Ao longo de 2025, produtos como arroz, leite e manteiga registraram queda de preços e ajudaram a conter uma elevação ainda maior da cesta básica, mas não foram suficientes para reverter o cenário de alta no acumulado do ano.

Apesar disso, há um dado considerado positivo. De acordo com Pedro Costa, o poder de compra do salário mínimo aumentou na comparação com o fim de 2024, já que a variação da cesta básica ficou abaixo do reajuste do salário mínimo no período.

Outro ponto importante é que a cesta básica analisada na pesquisa não é a cesta fechada vendida nos supermercados. O estudo considera um conjunto de 13 produtos básicos, em quantidades padronizadas, usado como referência para medir o custo mínimo de alimentação do trabalhador.

Para 2026, a expectativa é mais favorável. Sem sinais de grandes choques de oferta no radar, a tendência é de maior estabilidade nos preços dos alimentos, embora itens como a carne e o cenário internacional sigam no centro das atenções dos economistas.

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