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Novo exame no SUS quer substituir papanicolau para detectar HPV em mulheres

O Ministério da Saúde quer, até o fim deste ano, implantar um novo exame para detectar o HPV nas mulheres. O procedimento vai substituir o exame de papanicolau. Um oncologista

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Foto: Lúcio Camargo/Unicamp

O Ministério da Saúde quer, até o fim deste ano, implantar um novo exame para detectar o HPV nas mulheres. O procedimento vai substituir o exame de papanicolau. Um oncologista ouvido pela CBN afirma que o novo método é mais efetivo e pede que elas procurem o médico sempre que possível.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, por ano, são diagnosticados cerca de 17 mil novos casos de câncer de colo do útero no Brasil. Entre 6 mil e 7 mil mortes são registradas todos os anos, tornando esse tipo de câncer o terceiro mais letal para as mulheres. E ele pode ser evitado com uma ação muito simples: a vacinação. Mais especificamente, a vacina contra HPV, que é o vírus causador da doença.

Só que a baixa procura pela vacina tem provocado um aumento nos exames de rastreamento do câncer e do próprio HPV. Hoje, é o papanicolau, conhecido de muitas mulheres, mas que às vezes é negligenciado. Mas o Ministério da Saúde quer que o SUS ofereça, em todo o país, uma nova opção: o teste de DNA-HPV. Esse teste identifica o vírus antes mesmo de alterar as células, o que aumenta a chance de detectar riscos de forma precoce.

O oncologista clínico Higor Mantovani concorda: o teste pode poupar o tempo, tanto das mulheres quanto das equipes médicas, e otimizar o tratamento contra a doença.

Falando da vacinação em si. Em Campinas, a cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 93,09%. Entre os meninos, o índice foi de 77,03% em 2025, abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Até por isso, mas não só aqui em Campinas, a campanha de imunização foi estendida até o final do primeiro semestre. As doses seguem disponíveis nos 69 centros de saúde, de forma gratuita, sem necessidade de agendamento.

Importante ressaltar que, apesar da vacina, o uso de preservativos é a melhor forma de prevenção.

O oncologista ainda faz um alerta: mesmo se a mulher já tiver passado pela remoção do útero, precisa sim ser acompanhada para verificar se não há qualquer tipo de risco adicional.

O HPV é um vírus sexualmente transmissível, com mais de 100 tipos identificados. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 630 milhões de pessoas estavam infectadas no mundo em 2024. No Brasil, são cerca de 9 a 10 milhões de infectados, com 700 mil novos casos por ano. Outros sinais que você deve prestar atenção, incluindo homens: sangramento doloroso na região pélvica, verrugas genitais e até coceira, dependendo do caso.

Veja a entrevista completa do médico

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