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Pacientes relatam falta de medicamentos após mudança de almoxarifado em Campinas

Prefeitura informou que a estrutura passou a operar em um novo espaço e que podem ocorrer faltas pontuais ou temporárias
Pacientes relatam falta de medicamentos após mudança de almoxarifado em Campinas
Foto: Reprodução/EPTV

A mudança do almoxarifado da Secretaria de Saúde de Campinas tem provocado a falta de alguns medicamentos em unidades da rede municipal. A Prefeitura informou que a estrutura passou a operar em um novo espaço e que, devido à complexidade da transição logística, podem ocorrer faltas pontuais ou temporárias de remédios nas próximas semanas.

Na prática, pacientes já relatam dificuldades para manter tratamentos contínuos. Há casos de pessoas que precisaram interromper o uso de remédios ou comprar os medicamentos por conta própria para seguirem com os tratamentos. Entre os itens em falta estão remédios para hipertensão, osteoporose, anticoagulantes, alzheimer, depressão, parkinson e medicamentos distribuídos pela Farmácia Popular.

A cozinheira Luciana dos Santos faz uso contínuo de medicamentos desde que passou por um tratamento contra o câncer de mama, em 2024. Segundo ela, um dos remédios prescritos não está disponível na rede municipal.

Situação semelhante enfrentada pela aposentada Maria Aparecida de Jesus Betella, que precisa de medicamentos para controle da pressão arterial, dores crônicas, depressão e também para dormir. Ela afirma ter dificuldades para encontrar os remédios nos postos de saúde.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o almoxarifado está em processo de transição para uma nova estrutura logística, localizada na Vila San Martin, com área de 3,3 mil metros quadrados. A mudança faz parte de um projeto de reorganização do abastecimento da rede municipal de saúde.

A transição teve início em dezembro e, segundo a Prefeitura, envolve inventário, reorganização e transferência do estoque de medicamentos e insumos utilizados em toda a rede. O objetivo é padronizar os processos de recebimento, armazenamento e distribuição.

A Prefeitura informou que a orientação é para a população procure outras unidades. Disse, em nota, que uma força-tarefa será realizada no fim de semana para garantir a reposição nos seis distritos de saúde, que irão abastecer os centro entre segunda (19) e sexta-feira (23).

O novo modelo prevê a implantação de sistemas informatizados, adequação às normas sanitárias, capacitação das equipes e reestruturação da logística de transporte. A operação será realizada por uma empresa contratada por licitação, com acompanhamento das equipes técnicas da Secretaria de Saúde.

Ainda segundo a Prefeitura, a transição pode durar pelo menos 60 dias. Durante esse período, os trabalhos ocorrem em três turnos, para tentar manter o fluxo de distribuição e reduzir os impactos à população.

Entre os benefícios esperados estão a ampliação da capacidade operacional, entregas mais ágeis e o monitoramento dos estoques em tempo real. A nova estrutura também contará com geradores de energia, para conservação de medicamentos, inclusive os termolábeis, mesmo em caso de falta de energia elétrica.

A frota de veículos será adequada aos diferentes tipos de carga, com melhores condições de transporte e conservação dos insumos.

A Secretaria reforça que a população pode retirar medicamentos e receber vacinas em qualquer centro de saúde da cidade, independentemente do bairro de residência. A consulta de disponibilidade por unidade está disponível no site remedios.campinas.sp.gov.br.

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