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Detidos em operação que investiga fraudes em merenda escolar são soltos

Quatro dos seis presos em Bebedouro na Operação que apura fraude em licitações para a compra de merenda escolar em dezenas de prefeituras do Estado de São Paulo foram soltos

Detidos em operação que investiga fraudes em merenda escolar são soltos
Quatro dos seis presos em Bebedouro na Operação que apura fraude em licitações para a compra de merenda escolar em dezenas de prefeituras do Estado de São Paulo foram soltos depois de contribuírem com a investigação. O ex-presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Alberto Santana da Silva, e três funcionários foram liberados. O […]

Quatro dos seis presos em Bebedouro na Operação que apura fraude em licitações para a compra de merenda escolar em dezenas de prefeituras do Estado de São Paulo foram soltos depois de contribuírem com a investigação.

O ex-presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Alberto Santana da Silva, e três funcionários foram liberados.

O secretário da Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, participou de coletiva de imprensa, nesta quarta. Segundo ele, para montar a fraude, a cooperativa se aproveitava de uma brecha da Lei Federal que autoriza que 30% da merenda escolar seja comprada de pequenos produtores e de assentamentos através, apenas, de uma “chamada pública” que analisa orçamentos de três cooperativas interessadas em participar da concorrência.

Diante disso, pessoas relacionadas à cooperativa criaram outras duas para fraudar o poder público. Desta forma, as três entidades participavam da chamada aparentando uma disputa pelo melhor preço, mas, os orçamentos apresentados por elas já tinham o valor superfaturado. Desse sobrepreço saía o dinheiro para a propina.

O secretário também detalhou que a cooperativa contava com vendedores, que agiam como lobistas, para fazer a intermediação entre a COAF e as prefeituras, oferecendo o contrato superfaturado. A cada entrega de merenda, composta por verduras, legumes, frutas e sucos, a propina era entregue a esse “intermediário”, que, por sua vez, repassava aos agentes públicos das prefeituras.

Segundo o secretário de segurança, o próximo passo é aprofundar a análise dos contratos apreendidos para identificar quais agentes públicos favoreceram a contratação superfaturada.

Na região, as prefeituras de Americana, Sumaré e Campinas foram alvos da investigação. Sumaré negou vínculos com a empresa. Americana disse que os contratos são da gestão anterior e que a atual Administração não faz uso deles. Em Campinas a prefeitura informou que não tem contratos em vigência com nenhuma das empresas investigadas. Uma delas já forneceu produto para a alimentação escolar e o contrato firmado, na ocasião, não apresentou nenhuma irregularidade.

 

Foto: divulgação

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