Peritos do IC (Instituto de Criminalística) em Campinas conseguiram, através de uma série de produtos químicos, identificar a numeração raspada da pistola 9 mm usada por Sidnei Ramis Araújo, autor da chacina que matou 12 pessoas durante uma festa de réveillon.
O próprio criminoso confessou, em áudio deixado a amigos, que tinha comprado a arma de uma viúva de um policial. Ele pedia no áudio, que ninguém fosse atrás da mulher já que ela não sabia para que ele usaria a arma.
O número de identificação e a arma foram encaminhados ao 3º Distrito Policial para a Polícia Civil apure quem é o proprietário do objeto e se ele estava registrado. Para isso, os cadastros da Polícia Federal e do Exército serão consultados.
Durante a perícia realizada, foi encontrada a presença de sangue na pistola usada por Sidnei. O material passará por exames de identificação mas a maior probabilidade é de que seja dele mesmo já que foi o último a ser alvejado pelos tiros.
Sidnei Araújo serviu o exército em 1989 quando passou um ano cumprindo o serviço militar obrigatório e daí, pode ser explicado, o manuseio de uma arma semi-automática.
Ele invadiu a casa da ex-mulher atirando e atingiu 15 pessoas. No total, 12 morreram, dentre eles, a ex-mulher e o filho de 8 anos. Dos três sobreviventes feridos, dois homens continuam internados e o estado de saúde deles é considerado estável. Além disso, dois adolescentes conseguiram se esconder em banheiros da casa e uma mulher com uma bebê de colo foi poupada por ele.