Deve sair na noite dessa quarta-feira a sentença do empreiteiro Fabrício Rodrigues da Silva e da empresária Adriane de Souza , réus no processo que investiga a morte do lutador de jiu-jitsu Kaio Muniz Ribeiro, de 23 anos, em novembro de 2011.
A acusação é de que eles participavam de um suposto racha e que acabou resultando no atropelamento de Kaio que estava na calçada da avenida Júlio Prestes, na região do Taquaral, em Campinas, quando foi atropelado
Nesta quarta-feira, segundo dia de depoimentos, a empresária Adriane falou por pouco mais de uma hora. Ela admitiu que havia ingerido duas cervejas mas que se sentia bem para dirigir. Ela negou que estivesse bebendo ao volante e que participava de um racha.
Já o empreiteiro Fabrício Rodrigues da Silva falou por pouco mais de meia hora. O réu negou que participasse de um racha e reforçou que não havia ingerido bebida alcoólica. Silva também disse ao júri que não conhecia Adriane.
Agora à tarde, o primeiro a falar foi o promotor do caso, Ricardo Silvares. Pelas provas apresentadas ao longo do primeiro dia de depoimentos, ele pediu a condenação de Adriane e considerou que não há provas que sustentem que Fabrício instigou a ré a participar de um eventual racha.
Ainda durante a tarde e início da noite vão falar também as defesas dos acusados. Depois haverá um intervalo e, na sequência, um período de réplica para a promotoria.
Só depois, então, é que o júri popular formado por quatro homens e três mulheres sair para a “sala secreta” e define se condena ou absolve Adriane e Fabrício.
Ontem, primeiro dia dos depoimentos, o juiz Sérgio Araújo Gomes ouviu relatos de sete testemunhas de acusação e defesa, incluindo a mulher do empreiteiro, um ex-sócio de Adriane, policiais militares que registraram a ocorrência à época do atropelamento e o funcionário de um posto de combustíveis localizado a 80 metros do ponto onde ocorreu o acidente na Avenida Júlio Prestes, no bairro Taquaral.
Foram ouvidos ainda dois peritos do Instituto de Criminalística (IC), que prestaram esclarecimentos sobre laudos que tratam da forma como ocorreu o acidente. Ao todo foram 12 horas de trabalhos aqui no Palácio da Justiça, no centro de Campinas.