A Câmara de Campinas cumpriu a decisão do Tribunal de Justiça e 250 funcionários comissionados foram demitidos. A determinação, em caráter liminar, foi publicada no Diário Oficial e a definição sobre a saída dos assessores foi imediata. O presidente do Legislativo, Rafa Zimbaldi, do Partido Progressista, tentou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o vereador, o atendimento na Câmara será prejudicado com o enxugamento do quadro.
O Ministério Público entrou com ação exigindo que os comissionados fossem substituídos por funcionários concursados. Segundo o presidente da Câmara, o objetivo do MP não é economizar dinheiro público.
Com a demissão de parte dos comissionados, cada vereador tem direito a um chefe de gabinete, com salário de cerca de R$ 12 mil, e mais três assessores, com vencimentos de R$ 3 mil cada um. Até a reposição por concursados, cada gabinete vai deixar de gastar cerca de R$ 30 mil em salários. Como a Câmara vai recorrer da decisão judicial, ainda não há prazo para a organização de um concurso.