Uma assembleia com servidores da prefeitura de Campinas aprovou a cobrança de contribuição sindical para todos os cerca de 17 mil funcionários da administração municipal. Antes, o sindicato até pedia o desconto para todos os servidores, mas era descontado apenas dos celetistas – 970 trabalhadores. Agora com a decisão, os estatutários, também entram no bolo.
O presidente da entidade, Jadirson Tadeu Cohen, explica que a medida é importante para manutenção do sindicato. Isso acontece, após a reforma trabalhista, que derrubou a cobrança, porém, há um artigo na própria legislação que permite que o pagamento da taxa seja submetido ou não à assembleia dos trabalhadores.
Cohen também usa como defesa da contribuição, o fato dos servidores serem beneficiados da mesma forma que os sindicalizados.
A servidora e militante do Coletivo Trabalhadores em Luta, Juliana Turno da Silva rebate. Para ela, se o sindicato tiver um trabalho efetivo, terá sindicalizados e conseguirá se manter, não justificando a obrigatoriedade.
Outro ponto de discórdia é a legitimidade da assembleia, para Juliana a data foi ruim. Ela também prevê uma pressão à prefeitura.
O presidente do sindicato dos servidores, Jadirson Tadeu Cohen, disse que houve todo aviso prévio. Assembleia reuniu entre 200 e 300 trabalhadores.
Os servidores que não concordam podem protocolar um pedido para não ter o desconto no sindicato e isso irá para a justiça. O sindicato informa que quem for sindicalizado, será ressarcido em 60% do valor, já que 40% vão para manutenção das entidades.
O desconto equivale a um dia trabalhado. Se considerar um salário médio de R$ 3 mil, o valor quer irá para os cofres do sindicato será de cerca de R$ 1,6 milhão ao ano.
Em nota, a prefeitura disse que ainda não tinha sido notificada e que iria analisar o documento quando fosse entregue.