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Cobrança separada do despacho de bagagem não reduz passagens aéreas

Desde junho de 2017, as companhias aéreas podem cobrar pelo despacho da bagagem, o que traria até uma redução nos preços das passagens de avião no Brasil. Na prática, não

Cobrança separada do despacho de bagagem não reduz passagens aéreas
Foto: Ricardo Lima

Desde junho de 2017, as companhias aéreas podem cobrar pelo despacho da bagagem, o que traria até uma redução nos preços das passagens de avião no Brasil. Na prática, não é bem assim. Levantamento da Anac aponta para uma estabilidade e até leve aumento no preço. No segundo semestre de 2016, o valor médio da passagem ficou em R$ 383,90, enquanto que no período de 2017 aumentou, chegando a R$ 384,21. Cenário que decepciona.

O superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, em entrevista ao jornal da CBN traçou alguns fatores que colaboram para esse cenário de passagens mais caras, entre eles demanda e aumento do combustível. Para ele, ainda é precipitado avaliar a questão do desmembramento do valor das bagagens.

O superintende reforça que a separação da cobrança vem para tornar o ambiente mais competitivo e evitar a compra casada, onde mesmo que não despachava bagagem, pagava por ela.

A questão, no entanto, é porque na prática não há uma redução e o Brasil não consegue chegar a situação de países com companhias low coast, que de fato tem passagens mais baratas. Ricardo Catanant diz que isso é começo. Ele ainda defende a abertura ao capital estrangeiro.

A cobrança por despacho de bagagem é livre, sem determinação da Anac.

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