A retirada da figueira centenária no Centro de Convivência, no Cambuí, em Campinas, causou a reação de ambientalistas de Campinas. Entre eles, a Ong Movimento Cambuí, que solicitou à Prefeitura um documento que comprove a real necessidade do procedimento.
Tereza Penteado, diretora da Ong, considera duvidosa a alegação da administração municipal de que a prevenção é impossível nesse caso. Ela alega que não há um inventário sobre a arborização urbana em Campinas e por isso fica difícil qualquer tipo de diagnóstico confiável sobre o estado das árvores.
Para Tereza, falta transparência. Ela afirma que a Prefeitura deveria disponibilizar publicamente um laudo técnico sobre a situação das árvores que serão retiradas, para a população não ser pega de surpresa. De acordo com o secretário de serviços públicos, Ernesto Dimas Paulella, a urgência na retirada foi por causa do alto risco que estava causando aos frequentadores do local.
Ele afirma que figueira estava morta e apresentava risco de queda por causa da baixa resistência a ventos. De acordo com Paulella, a prevenção não é possível nesse caso porque o fungo que acometeu a árvore se instala de forma silenciosa e em poucos dias causa danos irreparáveis.
A retirada da árvore, que proporcionava uma grande sombra, embelezava e refrescava o ambiente, também causou reação negativa entre os frequentadores do centro de convivência e moradores do Cambuí. No local será plantada uma árvore nativa, com altura de 2,5 a três metros. O tempo aproximado para a nova árvore atingir o tamanho desta que foi retirada é de 30 anos.