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Testemunhas de defesa isentam Jonas na CP, mas acusação reafirma corrupção no Ouro Verde

Três das 11 testemunhas arroladas pela defesa do prefeito de Campinas, Jonas Donizette, prestaram depoimento na Comissão Processante da Câmara nesta terça-feira. Os trabalhos começaram pouco depois das 14 horas.

Testemunhas de defesa isentam Jonas na CP, mas acusação reafirma corrupção no Ouro Verde
Foto: Gustavo Tilio

Três das 11 testemunhas arroladas pela defesa do prefeito de Campinas, Jonas Donizette, prestaram depoimento na Comissão Processante da Câmara nesta terça-feira. Os trabalhos começaram pouco depois das 14 horas. O primeiro a depor foi o secretário de saúde, Carmino de Sousa, que foi sabatinado pelos integrantes da comissão, da acusação e da defesa por pouco mais de uma hora. O que chamou a atenção no depoimento, foi a confirmação de que a contratação de Maurício Rosa se deu pela indicação do secretário de governo, Michel  Abrão, sobrinho do prefeito Jonas Donizette.

Segundo a delação do réu Daniel Câmara, Maurício Rosa teria sido contratado para ser o que ele chamou de Plano B do esquema de desvio de verbas da área de saúde. Em seguida, o presidente da Rede Mário Gatti, Marcus Pimenta, foi ouvido pela comissão por uma hora. Ele falou sobre o período em que a Vitale administrava o Ouro Verde e como, depois do escândalo, foi feita a mudança que culminou na criação da Rede Mário Gatti.

Logo depois foi a vez do secretário de relações institucionais, Wanderley de Almeida, depor. Ele negou que soubesse de algum favor que teria sido pedido pelo então secretário de negócios jurídicos, Silvio Bernardin. Bernardin também foi citado na delação de Daniel Câmara, tendo feito algumas exigências para a OS Vitale, como a contratação do médico Gustavo Khattar Godoy. Wandão também falou sobre a contratação de Maurício Rosa e diz que a escolha por ele se deu pela análise do currículo profissional e que não constava nenhuma condenação em seu histórico.

O autor da denúncia, vereador Marcelo Silva, disse que os depoimentos dos membros do alto escalão do governo Jonas Donizette deixaram claro que houve um esquema de corrupção que operava através da Vitale. O advogado Marcelo Pellegrini, que defende o prefeito Jonas Donizette, disse que a acusação faz uma interpretação errada do que seriam irregularidades administrativas. Segundo ele os depoimentos comprovam que não há nenhuma relação entre o prefeito e o esquema de corrupção no Ouro Verde.

O presidente da Comissão Processante, Luiz Henrique Cirilo, disse que os depoimentos foram positivos. Sobre um possível novo adiamento do depoimento do prefeito Jonas Donizette, que está marcado para esta quinta-feira, ele disse que em princípio está mantido, mas que pode haver mudanças, desde que justificadas. Cirilo também falou sobre os motivos de ter negado o pedido de antecipação feito pelo prefeito. O depoimento do prefeito Jonas Donizette deve acontecer na manhã desta quinta-feira.

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