O caos político dos últimos anos em Paulínia tem um novo capítulo neste domingo, quando será realizada uma eleição suplementar para a escolha do novo prefeito do município, que vai cumprir o mandato até o final do ano que vem. Porém, as nove candidaturas que apresentaram registro na justiça eleitoral aguardam julgamento para saberem se terão condições de participarem da corrida eleitoral. As eleições suplementares em Paulínia acontecem por exigência do Tribunal Superior Eleitoral, que manteve a decisão do TRE, de cassação dos mandatos de prefeito e vice-prefeito de Paulínia em 14 de maio de 2019. O prefeito Dixon Carvalho, do PP e seu vice, Sandro Caprino, do PRB, foram condenados por abuso de poder econômico e arrecadação ilícita de recursos na campanha de 2016.
As nove chapas que pretendem concorrer no pleito de domingo são encabeçadas por Antonio Ferrari, o Loira, do DC, que atualmente ocupa a chefia do executivo municipal, além de Ângela Duarte, do PRTB, Capitão Cambuí, do PSL, Coronel Furtado, do PSC, Custódio Campos, do PT, Du Cazellato, do PSDB, Marcelo Barros, do PSOL, Nani Moura, do MDB e Ademir Tuta Bosco, do PPS. De acordo com o cientista político, Pedro Rocha Lemos, de uma maneira geral, a Justiça Eleitoral do Brasil tem dado sinais de que está funcionando bem, apesar de estar um pouco lenta em sua tomada de decisões. De todo modo, ele entende que passar por processos como este de Paulínia é importante para a formação de uma consciência política na população, que passa a ter mais subsídios para a escolha de seus representantes.
A Justiça Eleitoral de Paulínia tem até o dia 04 de outubro para diplomar o prefeito e vice-prefeito eleitos. Quem ganhar a eleição irá governar a cidade por um curto período, pois ficará no cargo por um ano e meio, já que em 2020 haverá a eleição ordinária.