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Prestação de Contas da Saúde de Campinas aponta queda no atendimento básico

O atendimento básico de saúde na rede municipal de Campinas vem caindo a cada ano, apesar de a Prefeitura ter aumentado o seu poder de arrecadação com taxas e impostos.

Prestação de Contas da Saúde de Campinas aponta queda no atendimento básico
Foto: Valéria Hein

O atendimento básico de saúde na rede municipal de Campinas vem caindo a cada ano, apesar de a Prefeitura ter aumentado o seu poder de arrecadação com taxas e impostos.  Os dados foram apresentados durante em audiência pública de Prestação de contas do 2º Quadrimestre de 2019 do setor da Saúde Pública, para a Comissão Permanente de Política Social e Saúde, na Câmara Municipal.

Eles apontam, por exemplo, que, em 2014, as equipes de saúde da família implantadas em Campinas tinham uma cobertura populacional estimada pelas equipes de atenção básica de 49,60%, caindo para 42,18%, em 2018. Com relação à cobertura populacional estimada pelas equipes de saúde bucal, a queda vem ocorrendo desde 2010, quando 153 equipes na época, caindo para 95 em 2018.

Já o numero de UBSs com no Mínimo 3 tipos de práticas do programa da saúde Integrativa registrou aumento, subindo de 15 em 2018,  para 30 em 2019, como meta de atingir 64 UBSs em 2021. O presidente da Comissão Permanente de Saúde, o vereador Pedro Tourinho (PT), questionou o enxugamento nas equipes de atendimento nos programas Saúde da Família e Saúde Bucal.

A principal justificativa para a queda de cobertura, segundo Mônica Nunes, diretora da secretaria de Saúde, são as aposentadorias, desligamentos e a ausência do programa Federal Mais Médicos. Ele afirma que a expectativa é que este quadro melhore com o Mais Médicos Campineiros, as contratações emergenciais e com concurso público que deverá ser realizado ainda neste ano. O presidente da Comissão também questionou o município em relação a preparativos para que em 2020 não se repita a epidemia de dengue registrada neste ano, com mais de 25 mil caos.

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