A Arquidiocese de Campinas celebrou uma missa em memória das vítimas da chacina da Catedral, que completou um ano nesta quarta-feira. A celebração contou com a presença de familiares das vítimas e de fiéis que acompanharam os desdobramentos da tragédia. No dia 11 de dezembro de 2018, Euler Fernando Grandolpho disparou contra os fiéis que estavam na igreja após a missa. Cinco pessoas morreram. O atirador se matou após entrar em confronto com dois policiais militares que entraram no templo religioso após ouvirem os disparos.
O pároco da Catedral Metropolitana de Campinas, Monsenhor Rafael Capelato, afirmou que este ano foi de muita reflexão. Ele afirma que ouviu de muita gente que a igreja deveria controlar o acesso ao templo, mas entendeu que a Catedral deveria estar sempre aberta a toda população. “Muitas pessoas diziam que seria preciso rever a segurança, manter um controle de acesso. Que a gente teria que ter uma estratégia, um aparato de segurança maior. Por outro lado, isso representaria uma blindagem contraproducente”, acredita.
O pároco também disse que a missão da igreja é abraçar e acolher as pessoas. Segundo o Monsenhor Rafael Capelato, a igreja segue recebendo quem bate a sua porta. “O caminho é nós nos abrirmos mais. Então neste último ano, a Catedral se convenceu de que é preciso que nos abramos, no sentido de acolhermos as pessoas, humanamente falando e espiritualmente falando”, diz. A missa em memória das vítimas da chacina teve um clima de comoção e contou com grande presença de fiéis.