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Automedicação é hábito para 77% da população

A automedicação é um hábito para 77% dos brasileiros, segundo recente pesquisa do Conselho Federal de Farmácia. Quase metade da população utiliza algum tipo de medicação sem prescrição médica pelo

Automedicação é hábito para 77% da população
A automedicação é um hábito para 77% dos brasileiros, segundo recente pesquisa do Conselho Federal de Farmácia. Quase metade da população utiliza algum tipo de medicação sem prescrição médica pelo menos uma vez por mês e 25% tem esse hábito diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Os riscos para quem consome remédios por […]

A automedicação é um hábito para 77% dos brasileiros, segundo recente pesquisa do Conselho Federal de Farmácia. Quase metade da população utiliza algum tipo de medicação sem prescrição médica pelo menos uma vez por mês e 25% tem esse hábito diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Os riscos para quem consome remédios por conta própria vão desde hemorragias do aparelho digestivo, diabetes e insuficiência cardíaca, até piora na função renal e hipertensiva.

As mulheres se automedicam com mais regularidades que os homens e são normalmente influenciadas por familiares, amigos e vizinhos. Entre os remédios mais consumidos sem receita, estão os anti-inflamatórios, que são eficazes, mas só quando administrados por um especialista. De acordo com o médico, Antônio Carlos Lopes, da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, esse medicamento pode causar hipertensão, problemas no aparelho digestivo e insuficiência renal, entre outras sequelas.

Antônio Carlos alerta também para o uso indiscriminado de descongestionantes nasais, que podem causar infarto e morte súbita. Ele explica que até um simples soro fisiológico, se usado em excesso e por períodos muito longos, pode ser perigoso para hipertensos. Outro medicamento que é muito usado por automedicação é contra insônia e ansiedade.  Pesquisas publicadas no American Journal of Public Health apontam que essa categoria de medicamento tem risco de morte maior do que o uso de drogas como cocaína e heroína.

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