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AME vai abrir com menos leitos que o previsto

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) deve ser inaugurado nos próximos dias para atendimento exclusivo para pacientes com coronavírus em Campinas, mas o número de leitos será menor do que

AME vai abrir com menos leitos que o previsto
AME Campinas foi levantado no terreno ao lado do Hospital Mario Gatti (Foto: Divulgação/PMC)

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) deve ser inaugurado nos próximos dias para atendimento exclusivo para pacientes com coronavírus em Campinas, mas o número de leitos será menor do que o previsto. Desde que a estrutura ficou pronta, no bairro Parque Itália, o governo do estado disponibilizou a unidade para o avanço da pandemia, informando que haveria ali 35 leitos de UTI. Mas a dificuldade que os governos têm encontrado para conseguir respiradores, aparelhos essenciais no tratamento de casos graves da doença, não permitiu que o município contasse com o total previsto.

Deste modo, o AME será aberto em Campinas com 10 leitos de UTI disponíveis exclusivamente para o tratamento de covid-19. A redução fez com que a prefeitura buscasse alternativas para manter a previsão inicial. Assim, a administração assumiu o Hospital Metropolitano, que fica próximo ao ambulatório,pelos próximos 90 dias. O secretário de saúde de Campinas, Cármino de Sousa, explicou que a busca por respiradores se tornou um problema internacional e que a dificuldade em se conseguir os equipamentos é real. Ele acredita que com o apoio da rede particular, a cidade está se preparando para o aumento de casos de covid-19. “A gente assumiu o Hospital Metropolitano, a partir de segunda-feira, o hospita inteiro ficará a disposição para o atendimento da covid-19 por três meses. O AME também será aberto nos próximos dias, mas não com o total de leitos previstos, já que existe uma dificuldade muito grande para adquirir respiradores”, disse.

Neste momento, o que mais preocupa as autoridades de saúde de Campinas é a limitação dos Equipamentos de Proteção Individual. Hoje, a situação está controlada, mas perto do limite, segundo explicou o secretário de saúde. De todo modo, Cármino de Sousa disse que se Campinas tiver uma situação parecida com a de São Paulo, haverá problemas na proteção dos profissionais de saúde. “Essa indisponibilidade de EPIs é uma grande preocupação. Porque se nós tivéssemos aquele ambiente que é mostrado em outros países ou mesmo em São Paulo, nós teríamos enorme dificuldade de proteger o nosso trabalhador e de proteger as pessoas que a gente vai cuidar”, afirmou. A prefeitura informou que o estado deve inaugurar o Ambulatório Médico de Especialidades nos próximos dias, mas até atrásra nenhuma data foi efetivamente marcada.

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