A justiça negou o pedido feito pelo vereador Marcelo Silva, do PSD, de suspender o contrato de publicidade feito pela prefeitura de Campinas, no início do mês, que custará aos cofres públicos pouco mais de R$ 16 milhões. O contrato foi publicado no Diário Oficial e foi duramente criticado pelos parlamentares de oposição, que questionaram os gastos com publicidade num momento em que todos os esforços estão concentrados na pandemia provocada pelo novo coronavírus.
O secretário de comunicação de Campinas, Luiz Guilherme Fabrini explicou que a pasta não contava com o serviço há seis meses e reafirma que o dinheiro será usado exclusivamente no combate à doença. Ele garantiu que o valor total é o teto a ser gasto em um ano e diz que a intenção é informar a população através de divulgação massiva sobre o vírus. Mas os opositores na câmara não entenderam desta maneira e Marcelo Silva apresentou o pedido de suspensão ao Ministério Público, que foi negado.
Na decisão, o promotor de justiça Paulo César de Castro entendeu que, mesmo com a preocupação do parlamentar, não há até atrásra indícios de mau uso do dinheiro público.