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Vendas virtuais tentam diminuir perdas no Dia das Mães

Segunda data mais importante para o comércio, o Dia das Mães de 2020 durante a quarentena vai causar um prejuízo bilionário para o setor. Pesquisa da Federação do Comércio de

Vendas virtuais tentam diminuir perdas no Dia das Mães
crédito: iStockPhoto

Segunda data mais importante para o comércio, o Dia das Mães de 2020 durante a quarentena vai causar um prejuízo bilionário para o setor. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, a Fecomercio, prevê queda geral de 31% na arrecadação das lojas nos primeiros dias de maio em relação a 2019. As perdas são maiores para quem trabalha com eletro-eletrônicos e vestuário, com redução de mais de 60%. As lojas de móveis e decorações devem amargar retração de 91%.

A decisão do Governo do Estado de estender o fechamento de estabelecimentos não essenciais até 11 de maio, ou seja, após o Dia das Mães, impacta diretamente os lojistas. Por isso, as vendas online são alternativa para tentar minimizar as perdas. José Carlos Said Diaz, presidente da loja de departamentos Miami Store, diz que o e-commerce ajuda, mas está longe de ser suficiente.

Para o assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze, o decreto de quarentena mudou os hábitos do consumidor até para o futuro. Segundo ele, a reabertura das lojas antes do Dia das Mães não seria suficiente para que o capital voltasse a girar. Já Mariana Bigatto, proprietária da Poggio Store, crê que a flexibilização do funcionamento do comércio, desde que seguindo os protocolos de segurança, poderia ajudar a diminuir os prejuízos e manter os empregos no setor.

Não só o Dia das Mães preocupa o comércio. A manutenção de empregos e até de algumas lojas também fica em dúvida com a queda no faturamento. Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio, explica que os bancos não têm liberado crédito para micro e pequenos empresários.

Para os pequenos comerciantes que não têm uma estrutura online de vendas, a Fecomercio recomenda, especialmente para lojistas de bairros, que usem as redes sociais, que são ferramentas gratuitas, e ofereçam os produtos aos clientes já conhecidos. A consignação com fornecedores e promoções de mercadorias em estoque também são alternativas, segundo o órgão. Outro temor é uma possível ampliação da quarentena após 11 de maio, por causa dos baixos índices de isolamento social. O prejuízo calculado em todo o comércio paulista é de R$ 37 bilhões.

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