Levantamento feito pelo Sindicato dos Condomínios mostra que a inadimplência no setor, em todo o estado de São Paulo, aumentou seis vezes com a pandemia do novo coronavírus. Antes da quarentena, iniciada no dia 24 de março, o índice girava em 3%. Desde então, até o final de abril o indicativo subiu para 18%. O levantamento feito pelo sindicato envolveu todos os 632 municípios paulistas.
De acordo com o presidente do Sindicond, José Luiz Bregaida, o crescimento da inadimplência foi em decorrência do desaquecimento da economia, das demissões e da redução da jornada de trabalho e dos salários dos condôminos. Diante da situação, a recomendação dele é manter o bom senso entre ambas as partes. Mesmo com a inadimplência as contas tem que ser pagas e neste caso ocorre o rateio da dívida, situação considerada normal.
Segundo Bregaida, a água e energia elétrica dos ambientes comuns são os itens que mais estão pesando na hora de fechar a conta. A situação, de acordo com ele, fica mais complicada com as incertezas do mercado. Só em Campinas são cerca de 600 condomínios que estão enfrentado o problema.