De acordo com nota técnica atualizada semanalmente pelo Observatório PUC-Campinas, o período entre os dias 31 de maio e 6 dejunho foi até atrásra a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia do novo coronavírus na Região Metropolitana de Campinas. Os números ficaram atrás apenas da Grande São Paulo e da Baixada Santista. O pior é que os índices de contaminação e mortes estão em franca expansão e a expectativa não é positiva por conta da flexibilização da quarentena.
De acordo com o economista do Observatório Puc-Campinas, Paulo Oliveira, os números foram baseados nos dados do Departamento Regional de Saúde de Campinas, órgão do Governo Estadual, que representa 42 cidades. Dentro desse universo foi feito um recorte dos 20 municípios que compõem a RMC. Na semana analisada, foram contabilizados 1.447 novos casos e 48 óbitos. Do total, 871 novos casos e 27 mortes foram registrados em Campinas.
Na opinião do economista, há uma incoerência no plano estadual de flexibilização da economia, que recortou o estado por regionais de Saúde e não por regiões metropolitanas. De acordo com ele, essa metodologia reflete no aumento cada vez maior do número de casos e nos resultados do comércio e da indústria. O economista acredita que, diante do que vem ocorrendo com a população indo em massa às compras, o reflexo negativo será sentido nos próximos 15 dias e demais semanas.
Para ele, a proposta do governo em recortar o estado não considera a realidade dos grandes polos econômicos e a conexão dinâmica que existe entre as cidades do entorno. Com isso, crê que não adianta os protocolos serem diferentes nas cidades de uma região metropolitana. Além disso, opina que é preciso que ocorra uma articulação entre as prefeituras que compõem os polos econômicos regionais para que sejam traçadas estratégias que garantam o retorno mais seguro das atividades.