As diversas vacinas em desenvolvimento contra covid-19 acabaram se tornando assunto crescente no debate público.
Entre as que estão na terceira fase de testes, a última etapa antes da regulamentação para comercialização, duas estão mais avançadas, a CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech e a pesquisada pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford.
A primeira, feita com o vírus inativo, possui resultados iniciais que demonstram segurança e eficácia. Já a segunda é uma vacina vetorial viral, que já mostrou uma forte resposta imune em voluntários.
Um ponto que traz credibilidade para a produção das vacinas para covid-19 são os centros de pesquisas do Brasil. O imunizante da Sinovac é produzido pelo Instituto Butantan, de São Paulo enquanto o medicamento da Astrazeneca, pela Bio-Manguinhos/Fiocruz, do Rio de Janeiro.
De acordo com médico Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e Membro da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais, pelos protocolos estabelecidos as duas vacinas irão contemplar duas doses.
Apesar do avanço das duas vacinas o médico Marco Aurélio Sáfadi, acredita que a vacina contra a Covid-19 só será disponibilizada em 2021. Para ele, a estimativa mais otimista é que a vacina possa estar disponibilizada dentro do primeiro trimestre. Em sua opinião não razão para pessimismo nem otimismo exagerado, pois os dados tem que ser olhados de forma cautelosa e dentro dos padrões científicos.
No Estado de São Paulo, o Governador João Dória já adiantou em diversos momentos que a vacina Coronavac, estaria disponibilizada ainda este ano. No último dia 28, ele anunciou que a Anvisa, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, aprovou a importação da matéria prima para a produção da vacina pelo Instituto Butantã.
Porém, antes de ser colocada a disposição do Ministério da Saúde e disponibilizada a população ela precisa obter a autorização final da Anvisa. A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária só libera após a comprovação que 99% dos imunizados não terão nenhum efeito colateral, o outro 1% só aparece após a aplicação em milhões de pessoas.