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Apenas dois deputados da região se manifestam sobre Fundão

Apenas dois dos cinco deputados federais que representam a região se manifestaram sobre o próprio voto no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. O texto

Apenas dois deputados da região se manifestam sobre Fundão
Foto: Reprodução/EBC

Apenas dois dos cinco deputados federais que representam a região se manifestaram sobre o próprio voto no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. O texto gerou muita polêmica, porque nele estava atrelado a ampliação de recursos para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão. Com isso, os deputados aprovaram que os recursos destinados para as campanhas políticas na eleição do ano que vem passassem de R$ 02 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

Em relação aos cinco representantes eleitos pela região, quatro deles votaram favoráveis ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias e consequentemente à ampliação do fundo eleitoral. Foram eles: Carlos Sampaio, do PSDB, Paulo Freire, do PL, Roberto Alves, do Republicanos e Vanderlei Macris do PSDB. Destes, apenas Macris se manifestou. O deputado federal eleito por Americana afirmou que houve uma manobra do chamado Centrão, para que a ampliação dos recursos do fundo eleitoral estivesse conectado à Lei de Diretrizes Orçamentárias, necessária para o desenvolvimento do país. Ele afirmou que é terminantemente contrário ao Fundão e que é vítima do sistema político do Congresso. “Misturar a Lei de Diretrizes Orçamentárias com o fundão é um equívoco. Na verdade o que foi feito foi uma manobra. Eu me considero vítima do sistema. Porque o sistema regimental do Congresso não permitiu que nós tivéssemos uma votação detalhada, onde eu pudesse apresentar a minha opinião. E minha opinião é contra o Fundão e eu não aceito isso”, afirmou.

O deputado federal Alexys Fonteyne, do Partido Novo, foi o único entre os parlamentares da região que votou contra a LDO e o Fundão. Ele disse que é terminantemente contra o fundo eleitoral, que serve apenas para manter os caciques políticos nas esferas de poder. “Votei contra porque é um absurdo o financiamento público de campanha. O que nós estamos vendo com esse financiamento é a continuidade de um processo que vai reelegendo as mesmas pessoas. Se houvesse, pelo menos, uma renovação democrática, com novas pessoas, novos atores, o que a gente observa é que esses recursos vão sempre para os velhos partidos”, disse. A reportagem entrou em contato com as equipes dos deputados Carlos Sampaio, Roberto Alves e Paulo Freire, mas nenhum deles se manifestou até o fechamento da reportagem.

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