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Alagamentos seguem causando transtornos nas proximidades da Orosimbo

Todo verão a história se repete em determinadas regiões de Campinas. Chove demais em um curto espaço de tempo, e a área fica toda alagada. A população já sabe bem

Alagamentos seguem causando transtornos nas proximidades da Orosimbo
Foto: Guilherme Pierangeli

Todo verão a história se repete em determinadas regiões de Campinas. Chove demais em um curto espaço de tempo, e a área fica toda alagada. A população já sabe bem quais são essas áreas. Uma delas envolve os bairros que ficam próximos à Avenida Orosimbo Maia, às margens do Córrego Serafim.

Placa foi instalada avisando sobre risco de alagamentos – Foto: Guilherme Pierangeli

No cruzamento das ruas Álvaro Muller e Barata Ribeiro, na região da Vila Itapura, há inclusive uma placa informando que a área é sujeita à alagamentos. Silvia Helena Costa tem um restaurante no local há mais de 20 anos, e segundo ela, o nível da água nos alagamentos vem subindo cada vez mais. O estabelecimento já foi elevado em uma reforma, e conta com uma escada de cerca de um metro de altura na entrada. Mesmo assim, foi necessária a instalação de uma espécie de comporta em frente às portas, sendo esta a solução para a água não invadir o salão do restaurante. “Não chega a entrar dentro do restaurante, mas não sei até quando, pois se tiver uma pressão maior, talvez entre, e isso atrapalha muito o negócio, pois se dá essa chuva na hora do almoço o cliente não vem”.

Solução parecida foi adotada por uma loja que fica na Av. Orosimbo Maia, bem em frente ao córrego. Barreiras foram instaladas em todo o entorno da loja para evitar que a água invada o estabelecimento, conforme explica o gerente Carlos Pinheiro. “A gente teve problema de alagamento aqui também então a gente adotou as comportas, com borrachas na base, e a gente usa pra fechar pra inibir a água de estar entrando na loja”.

Mesmo no alto de uma escada, restaurante instalou comportas em frente à porta conter a água – Foto: Guilherme Pierangeli

Os alagamentos na região inclusive provocaram mortes. Em novembro de 2017 um homem de 36 anos morreu ao tentar ajudar uma família cujo carro estava preso na enxurrada, na rua Rafael Sampaio. Ele acabou sendo arrastado pela água e ficou preso embaixo de um ônibus. Dez anos antes, em outubro de 2007, um casal morreu na Avenida Orosimbo Maia após o carro que eles estavam ser arrastado pela água.

O Secretário de Infraestrutura de Campinas, Carlos José Barreiro, afirma que há projetos complexos em desenvolvimento para buscar solucionar este problema, e envolvem duas soluções principais.  “A primeira delas é a construção dos chamados piscinões, que nada mais são do que reservatórios que armazenam a quantidade de água excedente, e o segundo é a redução de obstáculos, como o tamanho das calhas dos rios e também as pontes inadequadas para este volume de chuvas que precisam ser revistas”. Não foi estipulado um prazo para conclusão do projeto e para a realização dessas obras, mas o secretário afirmou que obras de menor porte e trabalhos de manutenção são realizados na tentativa de reduzir o problema.

 

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