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Rede municipal de ensino tem nova paralisação

Funcionárias terceirizadas da limpeza da rede municipal de ensino de Campinas realizaram uma nova paralisação nesta segunda-feira (14), com um protesto na escadaria do Paço Municipal. O motivo é a

Rede municipal de ensino tem nova paralisação
Foto: Guilherme Pierangeli

Funcionárias terceirizadas da limpeza da rede municipal de ensino de Campinas realizaram uma nova paralisação nesta segunda-feira (14), com um protesto na escadaria do Paço Municipal. O motivo é a falta de pagamento do vale-transporte, e também o não pagamento de salários para cerca de 10 trabalhadoras, que seguem sem receber, conforme destaca o diretor do sindicato que representa as trabalhadoras, Roberto Pereira da Silva. “O não pagamento do vale-transporte que era pra ter sido pago na sexta-feira e até atrásra não caiu para as 450 trabalhadoras optantes que estão sem o vale transporte”. O Sindicato afirma também que há outros problemas relacionados à atrasos nos depósitos do vale-alimentação, PLR e FGTS.

Na última quarta-feira (9) e quinta-feira (10) boa parte das escolas e creches da rede municipal suspenderam parcialmente ou totalmente as atividades devido à paralisação dessas mesmas funcionárias, que reclamavam a falta de pagamento dos salários. Na sexta-feira (11) houve um acerto dos valores com a maioria, mas este novo problema paralisa novamente as atividades de parte das trabalhadoras.

Uma das funcionárias, que preferiu não se identificar, destacou a dificuldade que a categoria vem enfrentando desde que a empresa Especialy assumiu os serviços de limpeza das escolas municipais de Campinas, no final do ano passado. “Bastante, pois a gente não tem passe pra ir trabalhar, e com medo de ser mandada embora, ficar sem emprego, a gente acaba tirando passe do bolso, então está dificultando bastante, atrásra está atrasado o vale-refeição, vale-transporte, e sem contar que eles não estão pagando salário família para a gente”.

Charles Leite, Diretor de Apoio à Escola da Secretaria de Educação de Campinas, acredita que terça-feira (15) a situação esteja normalizada. “Algumas unidades foram comprometido o atendimento e a gente já está trabalhando nessa questão junto à empresa, tomando todas medidas legais cabíveis para poder a empresa honrar com esse compromisso aos trabalhadores, a prefeitura está em dia com todos compromissos contratuais referentes à empresa, então é uma questão de a empresa não estar cumprindo com suas obrigações com seus funcionários”.

Segundo a Prefeitura, nesta segunda-feira, das 208 escolas e creches municipais, a paralisação atingiu 61 unidades, sendo que 37 delas pararam totalmente e 24 parcialmente. As unidades paralisadas representam cerca de 30% da rede municipal.

A Prefeitura informou que deu um ultimato e avalia romper o contrato com a empresa Especialy, que presta serviços de limpeza nas escolas municipais. A prestadora foi notificada e autuada e foi aberto um processo para estabelecer o valor da multa que pode chegar a R$ 250 mil. Segundo a administração municipal, o contrato com a Especialy foi firmado em outubro de 2021, e a empresa possui cerca de 700 funcionários. O repasse mensal da Prefeitura à empresa é de pouco mais de R$ 2,5 milhões.

No início da tarde o Sindicato informou que a empresa depositou o equivalente a uma semana de vale-transporte para as trabalhadoras, mas que a categoria ainda decidiria se retomaria as atividades nesta terça-feira (15).

*Atualizado às 14h23.

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