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Preços de produtos de hortifruti disparam; cenoura registra alta de 55%

Os preços dos produtos de hortifruti dispararam nas últimas semanas. O maior símbolo desta alta é a cenoura, que subiu 55% em fevereiro, e na semana passada subiu mais 18%

Preços de produtos de hortifruti disparam; cenoura registra alta de 55%
Foto: Guilherme Pierangeli

Os preços dos produtos de hortifruti dispararam nas últimas semanas. O maior símbolo desta alta é a cenoura, que subiu 55% em fevereiro, e na semana passada subiu mais 18% em relação à semana anterior, e com isso o produto atingiu o maior valor da medição histórica do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP)

Quem também teve alta expressiva foi a batata-inglesa, com 23,5%. Hortaliças e verduras subiram em média 15,5%, e as frutas 3,5%. Segundo o Cepea, a alta na cenoura ocorre pela baixa oferta na região, devido ao clima, e às chuvas que ocorreram intensamente em janeiro e fevereiro, o que afetou também as produções de hortaliças.

E é impossível não notar os aumentos nos pontos de venda. A aposentada Antônia Medeiros compra produtos de hortifruti toda semana, e se mostra preocupada com o impacto disso na população mais pobre. “Olha, eu acho que tudo subiu, eu compro toda semana, mas tá caro para famílias mais pobres, desempregados, aí não conseguem levar, não está fácil pois já vai para dois anos, três, e só aumenta, aumenta”.

E este aumento afeta também os revendedores, como Willian Kinjo, que é sócio de uma banca de hortifruti no Mercadão de Campinas. “Aqui no Mercado Municipal nós somos revendedores, não temos nenhum produtor aqui, então a gente compra pra poder vender para o consumidor final, e pra gente também subiu, e a gente tem que repassar, se não a gente acaba ficando com prejuízo, e o que mais subiu foram as hortaliças, como alface, rúcula, coentro, salsa, cebolinha, em geral essa parte de verdura foi a que mais subiu”.

E estas altas pressionam a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro com alta de 1%, o dobro do registrado em janeiro, segundo divulgado pelo IBGE na sexta-feira (11). E esta alta ainda não considera o impacto do aumento dos combustíveis, que ocorreu em março. Esta foi a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015, quando houve registro de aumento de 1,2%, e foi também a maior taxa mensal desde outubro do ano passado, quando a inflação foi de 1,25%.

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