As chuvas em abril na região de Campinas ficaram abaixo da média histórica e o resultado foi a vazão mais baixa em rios que abastecem os municípios. No rio Atibaia, de onde sai a água consumida em Campinas, o volume captado foi 33% menor do que o geralmente registrado no mês em anos anteriores.
O coordenador de projetos do Consórcio das Bacias PCJ, José Cezar Saad, admite a preocupação com os baixos índices e não descarta que pode haver racionamento em algumas cidades, ainda mais com a estiagem histórica do período de outono e inverno. “O volume ainda deve ficar 30% ou 40% abaixo e pode causar situação crítica no abastecimento”, explica.
Ainda não existe previsão sobre quais cidades podem passar por racionamento. Segundo o coordenador do consórcio que engloba as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, mesmo os anos anteriores já tiveram vazão abaixo da média histórica, o que faz com que a situação do abastecimento possa se agravar. “Já vimos nos anos anteriores baixo volume de chuvas, que causa e isso provoca queda da quantidade de água nos leitos de rios”, diz Saad.
Nos períodos de estiagem, são os aquíferos subterrâneos que sustentam a vazão dos rios. O Consórcio PCJ alerta às prefeituras da região que façam campanhas de conscientização e uso racional da água para evitar que o abastecimento seja prejudicado ou até mesmo interrompido.