Por conta do aumento de casos de varíola dos macacos no estado, o Governo de São Paulo estuda a compra de vacinas para combater a doença.
De acordo com o último levantamento, divulgado no último sábado, 23, o estado já registrou 538 casos confirmados. Só na capital paulista são 442 registros. Na região, Campinas com quatro registros, Indaiatuba, com dois, Vinhedo, Jundiaí e Santa Bárbara d’Oeste, com um cada, são as cidades com casos confirmados.
De acordo com Alexandre Veronez, biomédico e coordenador de microbiologia e biossegurança, a comunidade médica já tem um conhecimento prévio da doença. “A gente tem que ressaltar que já temos o conhecimento da varíola humana, que foi erradicada em 1980. Então, a gente tem todo o conhecimento, tanto da vacina, quanto dos procedimentos lá do passado, que nesse momento vai nos ajudar a combater essa nova doença
Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde registrou 696 casos, ou seja, o estado tem atualmente 77% dos registros da doença no país.
Para o biomédico, ainda existe uma falta de comunicação e preparação adequada para tratar a doença. “Em relação a comunicação, já começando pelo nome da doença, que é um nome sem nexo, não tem nada a ver. Essa doença hoje é transmitida entre pessoas, tanto que a gente chama de contaminação comunitária. Então, o macaco também é uma vítima, um hospedeiro acidental como nós. Então, esse nome está errado chamar de varíola dos macacos, precisava pensar em um nome mais correto. Falta comunicação, a gente também precisa reforçar o treinamento nas unidades básicas de saúde e todo o complexo de saúde.”
Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a doença representa uma emergência global.