Uma semana depois da prefeitura de Campinas declarar situação de epidemia de dengue, o número de infectados cresceu 29,3%.
O balanço da secretaria de Saúde mostra que são 3.618 casos confirmados, 820 a mais que o de uma semana atrás.
O aumento, segundo a pasta, está diretamente ligado ao fato de que os meses de abril e maio serem os períodos de maior incidência da doença, mesmo com a chegada de dias mais frios.
A dengue é uma doença tropical e o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da doença, é intenso nos períodos de calor e chuva, onde encontra criadouros com maior facilidade.
Além do mosquito já estar super adaptado ao ambiente da cidade e também das mudanças climáticas, que prolongam essas condições para transmissão, o ciclo da doença não é imediato – ou seja, entre o mosquito picar uma pessoa com dengue, incubar o vírus e transmitir, esse processo leva em torno de 20 dias.
Com isso, o retrato que temos atualmente é um reflexo, em sua maioria, de processos de transmissão de três semanas antes.
A administração segue fazendo mutirões para retirar móveis e outros locais que podem acumular água, mas isso depende também do apoio da população.