Após sentença, juiz do Caso Sanasa critica recursos que travaram processo

A sentença do Caso Sanasa, maior escândalo de corrupção de Campinas, foi proferida após mais de 4 anos do processo. A maior pena é da ex-primeira dama Rosely Nassim Jorge Santos: 20 anos de prisão, pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação e corrupção. Rosely é mulher do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos. Ela é acusada de ser a chefe da quadrilha que atuava na Sanasa.

O Ministério Público havia pedido 450 anos de prisão. O juiz do caso, Nelson Augusto Bernardes, comenta essa diferença, citando a lei que determina um cálculo específico. Sobre a demora para a sentença, fala dos recursos que travaram o processo na justiça. Ele faz uma crítica à legislação.

O juiz da 3° Vara Criminal compara o Caso Sanasa com a Operação Lava Jato. Ele destaca a celeridade da justiça nas investigações de irregularidades na Petrobras, ressaltando a visibilidade e gravidade do processo.

O juiz também citou as delações premiadas na Lava Jato que contribuem para o processo. No caso de Campinas, houve um delator, o ex presidente da Sanasa, Luiz de Aquino, que foi condenado a 5 anos, com pena revertida em prestação de serviço. O prefeito cassado Demétrio Vilagra teve pena de 13 anos de prisão. Outros 15 réus foram condenados no processo, com penas entre 3 e 17 anos. Entre eles, Ricardo Cândia, ex-diretor de Controle Urbano da prefeitura, o empresário José Carlos Cepera, lobistas e o ex-presidente da Camargo Correa, que foi preso na Lava Jato, Danton Avancini.  Todos podem recorrer em liberdade.

Bernardes explica que isso acontece porque se trata de decisão em 1° instância. Ele volta a criticar os recursos.

O ex-secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, o promotor de eventos, Ivan Goreti e o empresário  Gabriel Gutierrez foram absolvidos no processo. O caso envolvendo o ex-secretário, Francisco de Lagos, foi extinto, após a morte dele.

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