A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Zeferino Vaz, conhecida como CAIC, em Campinas, teve 25 pedidos de remoção de professores para o ano letivo de 2020. Os educadores afirmam que há divergências com a diretoria da unidade, que fica bairro Vila União. A professora Ana Carolina Gonçalves esteve em uma comissão na Câmara pedindo mudanças. Ela afirma que a situação ficou insustentável por problemas internos.
Ao contrário de escolas em que estudantes apresentam problemas de disciplina, a mãe de aluno Rose Silva afirma que não há qualquer problema com o ensino ou de comportamento no CAIC.
Fabiana Dalla Moretto também disse que não é ouvida pela direção da escola. Ela afirma que não pediu remoção por causa da mudança de atribuição de horários dos professores, mas por falta de gestão democrática na unidade.
Nenhum pedido chegou à Secretaria Municipal de Educação para assumir as vagas deixadas pelos profissionais no CAIC da Vila União. Quem ficou também reclama das divergências. A professora Gláucia Damiani não conseguiu remoção e teme represálias por ter pedido.
O professor Blendon Dias está em estado probatório e não pode sair da escola da Vila União. Ele também afirma ter medo de ser punido pela direção.
O CAIC é uma das escolas de ensino em tempo integral da rede municipal. A Secretaria de Educação informou por meio de nota que nunca recebeu reclamações sobre a gestão da escola e que a mudança de horário para 2020 não foi aceita pelos professores, o que é um direito deles. Segundo a pasta, são 16 pedidos de remoção atendidos e todas as vagas serão repostas com professores aprovados em concurso.