A Prefeitura de Campinas informou que vai acelerar a entrega do Pronto Socorro Metropolitano, que está sendo construído na Vila Padre Anchieta, para auxiliar no tratamento das pessoas vítimas do coronavírus. Previsto para ficar pronto apenas em 2021, a administração quer colocar pelo menos parte da estrutura em funcionamento já nas próximas semanas. A Rede Mário Gatti informou que já está adquirindo mobiliário e equipamento para a unidade, que vai atender principalmente pacientes de Campinas, Sumaré e Hortolândia.
A grande dificuldade neste momento é disponibilizar leitos de UTI na unidade, segundo informou o prefeito de Campinas, Jonas Donizette. Ele explica que cada leito de UTI custa R$ 2.460,00, sendo que deste total R$ 800,00 são arcados pelo Governo Federal e o restante pelo município. Deste modo, a prefeitura estuda a possibilidade de disponibilizar leitos para os casos menos graves. “Nós precisamos também do custeio desses leitos, de saber quantos leitos de UTI vamos fazer ou se vamos fazer lá no PS Metropolitanos apenas os leitos não tão graves”, afirma.
O presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, disse que há um trabalho forte das equipes para que se possa de fato abrir as portas do PS Metropolitano o mais rapidamente possível. Ele explica que a tendência é de um crescimento muito grande dos casos de covid-19 em Campinas nas próximas semanas, o que justificaria essa urgência. “Nós estamos acelerando de uma maneira muito grande a entrega da obra e se necessário, e tudo indica que será necessário, os dados estatísticos e as fórmulas matemáticas indicam que os próximos 15 dias será realmente o período maior de agravamento. Então nós estamos correndo para entregar, nem que seja de uma maneira parcial”, afirma.
Campinas também terá disponível para o atendimento das vítimas de covid-19 o Ambulatório Médico de Especialidades, com 35 leitos de UTI. A prefeitura reafirmou nesta terça-feira, 31, que a estrutura localizada no Parque Itália já está pronta e será inaugurada quando houver a necessidade.