Os números de casos e mortes por covid-19 nas áreas periféricas de Campinas já preocupa as autoridades de saúde há meses, mas a saúde é apenas um dos problemas detectados em locais que não contam com a infraestrutura de bairros mais centralizados ou das chamadas regiões nobres.
Um estudo da Fundação FEAC listou as maiores dificuldades de 10 localidades, classificadas como territórios, principalmente nas regiões dos distritos do Ouro Verde e Campo Grande.
Além da saúde, a alimentação e a renda dos moradores pesquisados foram afetados pela pandemia. O superintendente socioeducativo da Fundação FEAC, Jair Resende, conclui que a falta de infraestrutura é causa para a piora da situação nesses locais.
As lideranças ouvidas pela pesquisa informaram que os moradores acabam não conseguindo se informar corretamente sobre a covid-19, diz o superintendente da FEAC.
Jair Resende afirma que os dados colhidos pela pesquisa podem ajudar as autoridades e as instituições a reforçarem o combate à pandemia nas regiões periféricas de Campinas.
O estudo foi realizado com 48 lideranças locais, moradores e técnicos dos serviços de proteção social, educação e saúde dos bairros Vida Nova, pq. Floresta/Bassoli, Região dos DICs, Jd. Campo Belo, Jd. São Marcos, Região San Martin, Jd. Flamboyant, Região Oziel/Monte Cristo, Região Castelo Branco e Jd. Itatinga.
Entre os entrevistados, 69% classificam como crítica a oferta de alimentos, 61% estão sem renda e 31% afirmam não saber como prevenir a covid-19.