Logo após a prefeitura de Caminas anunciar a publicação de um decreto que restringe a atuação do comércio e serviços, a Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, criticou a decisão e questionou as ações da prefeitura no combate a pandemia. A partir de segunda-feira, todas as atividades no município serão encerradas às 19 horas, quando começa a vigorar o toque de recolher.
Segundo a entidade, o decreto vai trazer ainda mais prejuízos ao setor, que tem 52% do seu faturamento no movimento noturno e 30% das casas (hamburguerias, pizzarias, lanchonetes e bares, por exemplo) abrem para atendimento após as 18h.
Para a Abrasel de Campinas e Região, atribuir as conseqüências da crise aos setores econômicos, que trabalham com protocolos de prevenção e distanciamento rígidos, é tirar a responsabilidade da gestão pública. Um levantamento feito pela entidade nesta sexta-feira, 18, aponta o fechamento de 25 leitos de UTIs – 15 do Sistema Único de Saúde municipal e outros dez do Sistema Único de Saúde estadual – desde o dia 7 de abril, pico de internações no auge da segunda onda.
Para a entidade, punir setores produtivos tem sido a saída mais fácil dos governantes, quando deveriam ter maior rigor na fiscalização e punição de eventos clandestinos e com aglomerações. A maioria dos estabelecimentos do setor que segue as normas de capacidade e distanciamento está pagando a conta pelos excessos. A Abrasel está analisando as medidas anunciadas hoje para tomar as medidas judiciais cabíveis.
De acordo com a prefeitura, são 163 leitos disponíveis na rede municipal, sendo que 160 deles estão coupados, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 98,15%.