A pandemia do coronavírus segue trazendo uma consequência negativa para alguns setores da economia, que mesmo diante do avanço da vacinação, ainda não conseguiram vislumbrar uma retomada mais consistente. Um exemplo disso pode ser visto no mercado de flores da Ceasa Campinas, que ainda amarga uma crise sem precedentes. O espaço está com 278 box vazios e cerca de 300 mil pessoas deixaram de fazer compras no local somente no ano passado.
No período anterior à pandemia, todas as permissões estavam concedidas e havia grande concorrência entre os produtores de flores. Para minimizar a situação, a Ceasa suspendeu temporariamente a cobrança de faturas e passou a conceder subsídios em percentuais que variam entre 40% e 80%. Isso representou um gasto público na casa de R$ 01 milhão. De acordo com o presidente da Ceasa Campinas, Valter Greve, 2020 foi um período crítico para o setor, já que a produção e a venda de flores não eram enquadradas como serviço essencial. Isso causou um prejuízo enorme para o mercado, que passou mais de 40 dias com as portas fechadas. “Nós ficamos aqui em 2020, mais de 40 dias fechados porque não era classificado como serviço essencial. E depois de uma ação da prefeitura na época junto ao Ministério da Agricultura, nós conseguimos liberar a questão de ser um segmento essencial. E por isso tivemos um abalo muito grande na movimentação e perdemos 70% da movimentação de mercadorias na época”, afirma.
O mercado de hortifruti também é impactado pela pandemia, mas numa escala menor. Nos momentos em que restaurantes foram fechados como medidas de prevenção à contaminação pelo vírus, a movimentação no local reduzia em torno de 20%.