Os preços de passagens aéreas aumentaram, em média, 68,6%, de março de 2021 a março deste ano. Entre os meses de abril e maio de 2022, o reajuste chegou a 29,5%.
Segundo Fabiana Bonugli, Executiva de Atendimento, que mora em Porto Alegre, mas visita a família em Campinas, ela já começa a pensar em abandonar as viagens de avião e pensa em vir para a cidade de carro ou ônibus. “Eu não posso evitar de visitar minhas relações. Sempre é bom avaliar, acaba sendo mais vantajoso ir de ônibus ou até mesmo de carro, mesmo que isso me exige um deslocamento de mais horas na estrada, botando na ponta do lápis gasto com gasolina, desgaste do carro e tudo mais. Em alguns momentos ainda está valendo a pena fazer esse deslocamento de Porto Alegre até Campinas usando carro ou indo de ônibus.”
Outro setor muito prejudicado por esse aumento é o de turismo. De acordo com Luciane Oliveira, diretora de uma agência de turismo, é muito difícil entender a estratégia das companhias aéreas. “Realmente está bem difícil, a gente não consegue entender qual é a estratégia que as companhias aéreas estão tomando. As tarifas estão bem altas e os voos a gente vê que estão abertos.”
E com o reajuste no querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras, o aumento pode chegar a até 11% em comparação à cotação do mês de maio. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o preço do litro do QAV acumula alta de 64,3% só no primeiro semestre deste ano.